segunda-feira, 20 de junho de 2011

Marcelo Camelo em show intimista no Recife

Cantor atraiu os fãs ao Clube Internacional para o lançamento de Toque dela

Ilustração: Divulgação

Levar para casa uma palheta, baqueta, playlist e até garrafa d'água é algo comum entre os fãs que costumam pedir lembranças no fim de um espetáculo. Mas, ganhar uma samambaia deve ser algo inédito. O presente incomum foi oferecido pelo cantor Marcelo Camelo a três pessoas no fim do show que ele fez na sexta-feira passada (17/6), no Clube Internacional (e elas saíram de lá carregando as plantas e com um sorriso no rosto). Camelo voltou ao Recife para mostrar seu trabalho mais recente, Toque dela. Essa sensação de proximidade entre público e artista permeou os outros momentos da apresentação, que teve um ar intimista.

O repertório contemplou desde as músicas do CD que está sendo lançado até alguns sucessos da Los Hermanos - além das músicas de Sou (2008), primeiro trabalho solo de Camelo.

Toque dela chegou às lojas em abril e remete à mudança do cantor do Rio de Janeiro para São Paulo. No álbum ele conta com as participação de Mallu Magalhães, Marcelo Janeci e da banda Hurtmold.

Japão registra déficit comercial de US$ 10,64 bi em maio

O déficit também ficou acima dos 744 bilhões de ienes previstos pelos economistas



O Japão registrou déficit comercial de 853,7 bilhões de ienes (US$ 10,640 bilhões) em maio, o maior resultado negativo em quase dois anos e meio, ainda sob o impacto do terremoto e tsunami de 11 de março.

O dado informado pelo governo japonês nesta segunda-feira se segue a um déficit revisado de 464,8 bilhões de ienes em abril e foi o maior rombo no comércio exterior do país desde os 967,94 bilhões de ienes de janeiro de 2009, em meio à crise financeira global. O déficit também ficou acima dos 744 bilhões de ienes previstos pelos economistas consultados pelas agências Dow Jones e Nikkei.

Foi o primeiro déficit comercial para o mês de maio desde 1979, quando o governo iniciou o cálculo de dados comparáveis.

De acordo com o Ministério das Finanças, as exportações caíram 10,3% em relação ao mês de maio do ano passado, número pior do que o declínio de 8,1% previsto pelos economistas. As importações aumentaram 12,3% na mesma comparação, contra um crescimento anual de 13,1% estimado pelos economistas. As informações são da Dow Jones.

Presidente da Assembleia Geral da ONU visita o Brasil

Nos últimos dias 9 e 10, Ban Ki-moon esteve em Brasília, quando conversou com a presidenta Dilma Rousseff e vários ministros



O presidente da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Joseph Deiss, tem reuniões hoje (20), em Brasília, com a presidenta Dilma Rousseff e o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota. A visita dele ocorre no momento em que os ataques na Líbia são alvo de críticas de parte da comunidade internacional e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, deve ser reconduzido para mais um mandato.

É a segunda autoridade a visitar o Brasil, em menos de uma semana. Nos últimos dias 9 e 10, Ban Ki-moon esteve em Brasília, quando conversou com a presidenta Dilma Rousseff e vários ministros, além de parlamentares e representantes de organizações não governamentais.

Deiss e Ban Ki-moon vêm ao Brasil no momento em que o governo brasileiro defende a reforma do Conselho de Segurança das Nações e intensifica a organização para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) – que ocorrerá entre maio e junho de 2012.

No caso do conselho, o Brasil ocupa um dos dez assentos não permanentes até dezembro e aproveita a oportunidade para ampliar a campanha em favor da reforma do órgão. Para as autoridades brasileiras, a estrutura do conselho reflete um mundo de meio século atrás – do pós-Segunda Guerra Mundial - e não as forças que compõem o cenário político mundial atual.

Atualmente ocupam lugares permanentes do Conselho de Segurança a China, França, Rússia, o Reino Unido e os Estados Unidos; os assentos rotativos são ocupados pela Bósnia-Herzegovina, Alemanha, por Portugal, pelo Brasil, pela Índia, África do Sul, Colômbia, pelo Líbano, Gabão e pela Nigéria.

Duas décadas depois da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio 92), a Rio+20 quer renovar o engajamento dos líderes mundiais no desenvolvimento sustentável do planeta. A expectativa é que cerca de 150 chefes de Estado e de governo participem das discussões, além de especialistas e integrantes de entidades que atuam no setor.

CPRH fiscaliza comércio ilegal de madeiras no São João

Os fiscais vão autuar os infratores e distribuir folders educativos, alertando a população sobre a importância de se exigir a apresentação do Documento de Origem Florestal (DOF) e a nota fiscal na hora de comprar a lenha

Legenda / Foto: Créditos

Nesta segunda-feira (20), a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) inicia a campanha Madeira Legal, que, até o final mês, percorrerá a Região Metropolitana do Recife e o interior de Pernambuco, realizando ações contra o comércio ilegal de madeira e a queima de espécies nativas, especialmente as utilizadas nas fogueiras juninas.

Os fiscais da CPRH vão autuar os infratores e distribuir folders educativos, alertando a população sobre a importância de se exigir a apresentação do Documento de Origem Florestal (DOF) e a nota fiscal na hora de comprar a lenha - documentos que comprovam a autorização de corte, transporte e comercialização da madeira.

As pessoas que não abrem mão de acender fogueiras devem procurar as madeiras oriundas de espécies exóticas, que não pertencem à Mata Atlântica nem à Caatinga, tais como a Algaroba, Mangueira, Jaqueira, Ficus, Sombreiro, Goiabeira, Cajueiro e Jambeiro. Em contrapartida, são exemplos de espécies nativas a Cupiúba, Cajazeira, Embaúba, Caatingueira, Jurema Preta, Imburana, Umbuzeiro, Juazeiro, Baraúna e Aroeira.

A CPRH também alerta que não se deve fabricar, vender, transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios, principalmente nas florestas. O ato é crime passível de multa de R$ 1 mil a R$ 10 mil e também de detenção. Denúncias podem ser feitas à Ouvidoria da Agência pelo telefone (81) 3182-8923 ou pelo site ww.cprh.pe.gov.br.

ANP: gasolina é mais vantajosa em 21 Estados e no DF

O preço do etanol só é mais vantajoso que o da gasolina para os consumidores de Goiás, Mato Grosso, Paraná, São Paulo e Tocantins

Foto: Divulgação PM

Os preços da gasolina se mantiveram mais vantajosos que os do etanol em 21 Estados brasileiros e no Distrito Federal, de acordo com dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE Taxas, da Agência Estado, referentes à semana passada. O preço do etanol só é mais vantajoso que o da gasolina para os consumidores de Goiás, Mato Grosso, Paraná, São Paulo e Tocantins.

A vantagem do etanol é calculada considerando que o poder calorífico do motor a álcool é de 70% do poder dos motores à gasolina. De acordo com os dados, Mato Grosso segue como o Estado no qual o etanol tem mais competitividade, com 55,35% do valor médio da gasolina. Na semana passada, os consumidores mato-grossenses pagaram R$ 1,462 em média pelo etanol e R$ 2,651 pela gasolina.

Em São Paulo, que concentra quase 60% do consumo de etanol, a proporção está em 63,06%, com o preço médio de R$ 1,683 para o combustível derivado da cana-de-açúcar e R$ 2,67 para o derivado de petróleo. Maior produtor nacional do etanol, São Paulo liderou a alta no preço do combustível nos postos na última semana, em plena safra de cana-de-açúcar. O preço do etanol aumentou 2,06% em média na semana passada para o paulistas.

Além de São Paulo, houve aumento nos valores nos postos do Distrito Federal, de Goiás, do Paraná, do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Norte e de Santa Catarina. Na Paraíba, os valores médios ficarem estáveis.

Assim como na semana retrasada, a gasolina está mais vantajosa principalmente no Piauí, onde a paridade com o etanol é de 90 28%. No Estado, o preço da gasolina custa em média R$ 2,54 o litro, enquanto o preço médio do etanol é de R$ 2,293. No Amapá, a paridade foi de 85,75% e, no Amazonas, atingiu 85,70%. No cálculo, são utilizados valores médios coletados em postos em todos os Estados e no Distrito Federal.

Inscrições para o ProUni começam nesta segunda-feira

Serão 1.542 bolsas disponiveis em Pernambuco, sendo 1.350 integrais

Foto: Hildo Neto / JC Imagem



Estudantes interessados em conseguir uma bolsa do Programa Universidade para Todos (ProUni) podem se inscrever a partir de hoje (20) no processo seletivo do segundo semestre de 2011. O Ministério da Educação (MEC) ainda não divulgou quantas bolsas serão ofertadas nesta edição. Criado em 2004, o programa oferece a alunos de baixa renda bolsas em instituições privadas de ensino superior. Em Pernambuco, serão disponibilizadas 1.542 bolsas, sendo 1.350 integrais e 192 parciais. São 43 instituições no Estado

Para concorrer a uma bolsa do ProUni, o candidato precisa ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou em estabelecimento privado com bolsa integral. É necessário ainda ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010, atingido o mínimo de 400 pontos na média das cinco provas e não ter tirado zero na redação.

As bolsas integrais são destinadas a alunos com renda familiar mensal per capita até 1,5 salário mínimo. Já as parciais, que custeiam 50% da mensalidade, podem ser pleiteadas por candidatos com renda familiar mensal per capita até três salários mínimos.

As inscrições serão feitas exclusivamente pela internet até as 23h59 do dia 24 de junho. Ao inscrever-se, o candidato pode escolher até três opções de curso e instituição diferentes.

A divulgação da lista dos pré-selecionados em primeira chamada está prevista para o dia 27 de junho. Os aprovados deverão comparecer às insituições de ensino para onde foram selecionados até 6 de julho, a fim de comprovar as informações prestadas durante as inscrições. Haverá ainda mais duas chamadas, nos dias 12 e 25 de julho, para preencher as vagas remanescentes. O cronograma completo pode ser consultado no site do programa (http://prouniportal.mec.gov.br/).

Hemope lança campanha de doação de sangue para o São João

Jovens de 16 e 17 anos vão poder doar sangue, desde que estejam acompanhados dos pais ou responsáveis, assim como idosos de até 68 anos



/ Foto: Divulgação


A Fundação Hemope começou uma campanha de mobilização de doadores de sangue para garantir o estoque de sangue necessário para o atendimento nas emergências durante o período junino. O objetivo da ação é aumentar a arrecadação em 30% nos dias que antecedem os festejos. A novidade é que os jovens de 16 e 17 anos vão poder doar sangue, desde que estejam acompanhados dos pais ou responsáveis, assim como idosos de até 68 anos. Com a mudança, cerca de 14 milhões de pessoas passam a estar aptas a serem possíveis doadores.

De acordo com a diretora da unidade, Beth Vilar, "o período da festividade junina se caracteriza por vários casos de queimaduras e acidente envolvendo veículos. Tudo isto aumenta a possibilidade de transfusão de sangue, então é importante que o doador antes de comparecer às festas passe no Hemope para doar sangue. Vale lembrar ao doador que a necessidade de doação é contínua".

O atendimento é de segunda a sábado, das 7h às 18h30, e vai funcionar no São João.

domingo, 19 de junho de 2011

Inscrições para o Sisu terminam neste domingo

No dia 2 de julho, o MEC divulga a segunda chamada, com prazo de matrícula de 5 a 6 de julho



 / Imagem: Reprodução



BRASÍLIA - Terminam às 23h59 deste domingo (19) as inscrições para a quarta edição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Criada pelo Ministério da Educação (MEC) no ano passado, a ferramenta unifica a oferta de vagas em instituições públicas de ensino superior. Para o primeiro semestre de 2011, são oferecidas 26 mil vagas em 48 instituições. Podem participar estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010.

Os candidatos interessados devem acessar o site e escolher duas opções de curso, elegendo sua prioridade. Ao fim de cada dia, o sistema divulga a nota de corte para cada curso de graduação. O estudante pode mudar de opção se concluir que tem mais chance de ser aprovado em outra instituição ou em outro curso. Cada alteração invalida a opção feita anteriormente. O sistema funciona das 6h às 23h59 de cada dia, quando é fechado para calcular as notas de corte.

A previsão é que a lista dos estudantes selecionados em primeira chamada pelo Sisu seja divulgada no dia 22 de junho. Os aprovados terão entre os dias 27 e 28 para efetuar a matrícula nas instituições de ensino. Caso o participante tenha conseguido uma vaga no curso marcado como segunda opção, poderá permanecer no sistema e esperar pela segunda chamada. Os selecionados para a primeira opção perdem a vaga se não fizerem a matrícula.

No dia 2 de julho, o MEC divulga a segunda chamada, com prazo de matrícula de 5 a 6 de julho. Após esse período, o sistema gera uma lista de espera que fica disponível para as instituições selecionarem candidatos para as vagas remanescentes. Podem entrar na lista os estudantes que não foram selecionados (em nenhuma das opções escolhidas) nas duas primeiras chamadas. Os interessados deverão fazer essa opção no próprio sistema, entre os dias 2 e 7 de julho.

"Meu país não é como se lê na imprensa estrangeira"

Jornalista reclama do tratamento dado pela mídia estrangeira ao Iêmen

O jornalista Zaid al-Alaya’s é editor-chefe da revista britânica Yemen Today e professor de comunicação na Yenemia University. Apesar de viver num país com a segunda maior concentração de armas de fogo do planeta e imerso em revoltas populares, ele diz que não teme pela própria vida. Mesmo que, como diz nesta entrevista concedida através do chat do Facebook, não tenha a “mínima ideia do que vai acontecer com o Iêmen”.

JC – As manifestações populares e a saúde precária do presidente Ali Abdullah Saleh após o atentado vão tirá-lo do poder?
ZAID AL-ALAYA’A - Acredito que não, acho que ele vai voltar para o Iêmen. Muito do que se lê na imprensa estrangeira não condiz com a verdade, infelizmente, porque os jornalistas e especialistas não fizeram o dever de casa e conhecem muito pouco do meu país. Sim, há protestos e oposicionistas, mas Saleh ainda tem mais simpatizantes e gente que o apoie do que a oposição.

JC – As manifestações no Iêmen se assemelham em sua configuração a de outros países que vivem a Primavera Árabe?
ZAID – Nem tanto. Assim como em outros países, foi fomentado pela revolta dos jovens e estudantes. Porém, com o passar do tempo, um dos partidos de oposição, o Partido Islâmico (Islah), tomou a frente dos protestos, descaracterizando a formação original. Outro fator importante: a oposição também briga entre si.

JC – Não há a possibilidade de uma união temporária em prol da queda de Saleh?
ZAID - Não. O que se chama de oposição no Iêmen é a composição de dois partidos, um capitaneado pelo Islah, e o outro pelo Partido Socialista, que são completamente opostos ideologicamente e não lutam pela saída de Saleh, apenas, e sim por chegarem cada uma das partes ao poder.

JC – Qual o papel da Al-Qaeda nesse jogo político?
ZAID - A Al-Qaeda não acredita no sistema partidário, mas age, digamos, politicamente. Eles têm se aproveitado do momento de turbulência para instalar o caos em várias cidades do Iêmen, mais atrapalhando do que ajudando, na tentativa de implantar um Estado islâmico no país.

JC – Mas o Iêmen não é um Estado islâmico?
ZAID - É, sim, mas não nos moldes do que pretende a Al-Qaeda, que é transformar o país numa espécie de Afeganistão. Claro que o Islã é praticado em todas as regras e leis do Iêmen, mas mesmo assim temos nossas instituições claras e assinamos todos as convenções propostas pelas Nações Unidas.

JC – Como é o dia a dia no Iêmen com tanta turbulência política e social?
ZAID – Tem sido muito difícil. Raramente há combustível e em média fica-se dez horas por dia sem energia elétrica. Assim como alguns serviços básicos não estão sendo oferecidos, como escolas e universidades, a maioria fechadas.

JC – Você teme pela sua vida?
ZAID – Não, apesar de viver no segundo país mais armado do mundo (estima-se cerca de 60 milhões de armas de fogo, atrás apenas dos EUA), sei que a maioria da população é pacífica. Continuo fazendo meu trabalho normalmente, sem grandes censuras, salvo as que impede de falar do Islã, de Deus e dos profetas. O Iêmen não é do jeito que se lê no exterior.

JC – O que vai acontecer com o Iêmen a partir de agora?
ZAID – Sinceramente, não sei. Acho que ninguém pode dizer. Mas também não é tão fácil de prever como se lê na imprensa internacional. É preciso que jornalistas e analistas façam o dever de casa para conhecer melhor o meu país.

Itamaraty determina inventário de documentos

Medida tem como objetivo avaliar o que deve ser mantido em sigilo




Brasília – Em meio às polêmicas sobre a autorização do fim do sigilo de documentos considerados ultrassecretos no país, o Ministério das Relações Exteriores determinou uma análise criteriosa de todos os papéis guardados nos seus arquivos. O Itamaraty dispõe de dois arquivos – um no Rio de Janeiro, onde estão os documentos datados de 1808 até 1960 e outro em Brasília, que guarda os papéis de 1961 até os dias de hoje.

A ordem é para inventariar todos os documentos. Pelo levantamento relativo aos documentos do ano passado, foram emitidos no Itamaraty e em todas as embaixadas do Brasil no exterior 340.203 documentos. Deste total, apenas 426 são ultrassecretos, dos quais 292 foram enviados pelas representações diplomáticas do Brasil no exterior e 134 encaminhados pelo Itamaraty.

O processo de inventário de todo o material elaborado pelo Itamaraty ainda está na sua primeira etapa. Porém, a orientação é que os funcionários trabalhem contra o tempo para que o comando do Ministério das Relações Exteriores tenha os dados detalhados para informar a Presidência da República se há necessidade de manter sigilo sobre certos documentos.

De acordo com os diplomatas que participam dos trabalhos de avaliação dos arquivos, as análises preliminares mostram que, em geral, os papéis classificados como ultrassecretos tratam de questões administrativas, senhas e recursos. Só que tem acesso aos documentos elaborados pelo Itamaraty categorizados como ultrassecretos são pessoas autorizadas pelo comando do ministério.

Pelos dados do Itamaraty, com base nas informações de 2010, do total de documentos, 95% são chamados de “ostensivos” e, portanto, são abertos, sem restrições. São 320.066 documentos avaliados dessa forma. Os demais 20.137 são categorizados como ultrassecretos, secretos e reservados. Segundo os diplomatas, estão autorizados a ter acesso aos documentos secretos e reservados os funcionários do Ministério das Relações Exteriores que necessitem de dados contidos nesses papéis.

O Itamaraty classifica os documentos em despachos telegráficos – os emitidos pelo ministério para suas representações ou quaisquer instituições – e telegramas – os elaborados pelos escritórios, consulados e pelas embaixadas brasileiras.

A polêmica em torno dos documentos ultrassecretos veio à tona com o debate que está no Senado. Há dois anos o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou um projeto ao Congresso Nacional propondo a redução de 30 para 25 anos no tempo que documentos considerados ultrassecretos deverão ser mantidos em sigilo.

Pela proposta, o prazo poderia ser renovado indefinidamente. Mas, no ano passado, a Câmara dos Deputados aprovou uma emenda ao projeto, limitando a renovação de prazo para uma vez por até 50 anos. À espera de discussão e votação no Senado, o assunto divide opiniões entre os parlamentares e também no governo. Para os defensores do sigilo, ele é necessário para preservação das questões de Estado. Os contrários ao sigilo afirmam que, em uma democracia, não deve haver esse tipo de restrição.

Frio, vaidoso, visionário

Janguiê Diniz era pobre, ficou milionário, se diz vítima de inveja e identifica oportunidades como poucos



Foto: Bernardo Soares/JC Imagem



“Laranja, picareta, mau caráter e metido com lavagem de dinheiro”. A lista de predicados foi feita por José Janguiê Diniz para enumerar o que ele sabe que falam dele. “E alguns dos que já me acusaram hoje tomam um vinho comigo. Não é engraçado?”.

O ar blasé, de quem leva pouco em conta o que os outros vão falar, é típico do empresário paraibano, de Santana do Garrote, que chegou ao Recife aos 14 anos, após viajar sete dias de Pimenta Bueno (Rondônia), para onde a família já havia se mudado. A viagem foi desacompanhada, de ônibus. O destino: o escritório de um tio advogado, Nivam Bezerra da Costa, seu único parente na capital, mas que nunca o tinha visto.

Disposto a vencer na vida, o menino José conseguiu trabalho com o tio e ganhava algum trocado para tarefas como datilografar. Foi morar em um galpão do parente na Rua Velha, no Centro do Recife, área que ele, três décadas depois, está dominando com a promessa de revitalizá-la, mas sem esconder seu objetivo central: lucrar. E muito.

Só este mês, Janguiê, fundador e acionista controlador do Grupo Ser Educacional – mantenedor das Faculdades Maurício de Nassau, Joaquim Nabuco, Fabac e do BJ Colégio e Curso – adquiriu dois edifícios, o Trianon e o Art Palácio, na Avenida Guararapes, onde já é proprietário de quase quatro prédios.

Mais de 10 milhões vivem com R$ 39 por mês

Seis Estados têm, cada um, mais de 1 milhão de moradores em extrema pobreza

Uma população estimada em 10,5 milhões de brasileiros - equivalente ao Estado do Paraná - vive em domicílios com renda familiar de até R$ 39 mensais por pessoa. São os mais miseráveis entre 16,267 milhões de miseráveis - quase a população do Chile - contabilizados pelo governo federal na elaboração do programa Brasil sem Miséria. Lançado no dia 3 de maio como principal vitrine política do governo Dilma Rousseff, o programa visa à erradicação da miséria ao longo de quatro anos.

Dados do Censo 2010 recém-divulgados pelo IBGE que municiaram a formatação do programa federal oferecem uma radiografia detalhada da população que vive abaixo da linha de pobreza extrema, ou seja, com renda familiar de até R$ 70 mensais por pessoa - que representam 8,5% dos 190 milhões de brasileiros.

A estimativa dos que sobrevivem com até R$ 39 mensais per capita é a soma dos 4,8 milhões de miseráveis que moram em domicílios sem renda alguma e 5,7 milhões de moradores em domicílios com rendimento de R$ 1 a R$ 39 mensais. Estima-se que outros de 5,7 milhões vivem com renda entre R$ 40 e R$ 70 mensais por pessoa da família.

Os números calculados pelo Estado são aproximados e levam em conta o número médio de 4,8 moradores por domicílio com renda familiar entre R$ 1 e R$ 70 mensais.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social com base no Censo 2010, há 4 milhões de domicílios miseráveis no País. Em 1,62 milhão desse total vivem famílias que não têm renda. Em 1 19 milhão de moradias a renda familiar é de R$ 1 a R$ 39 mensais per capita e em outro 1,19 milhão as famílias vivem R$ 40 a R$ 70.

Além da baixíssima renda, os extremamente pobres têm em comum o fato de viverem em domicílios com pelo menos um tipo de carência por serviços básicos, como energia elétrica, abastecimento de água, rede de saneamento ou coleta de lixo.

RANKING - O Estado com o maior número absoluto de miseráveis é a Bahia, onde estão 2,4 milhões, ou 14,8% da população extremamente pobre. Os baianos miseráveis são 17,7% dos habitantes do Estado.

No Maranhão, no entanto, está a maior proporção de miseráveis. Um em cada quatro moradores vive com renda familiar per capita entre zero e R$ 70 - um total de 1,7 milhão de pessoas, que representam 25,7% da população.

Seis Estados (PA, MA, CE, PE, BA e SP) têm, cada um, mais de 1 milhão de moradores em extrema pobreza. Juntos, eles concentram 9,4 milhões de miseráveis, ou 58% do total.

São Paulo. Estado mais populoso do País, São Paulo tem 1,084 milhão de pessoas que vivem em domicílios em situação de pobreza extrema - o que representa só 2,6% do total de habitantes.

A pesquisadora Lena Lavinas, do Instituto de Economia da UFRJ, especializada no estudo da pobreza, acredita que em um ano seja possível "alcançar as pessoas que, embora indigentes, ficaram de fora do programa Bolsa Família". "O importante é que não haja cotas ou limites para os municípios. Todas as pessoas devem ser cobertas."

A mobilização das favelas

Historiadora americana fala ao JC sobre as peculiaridades das comunidades no Rio e no Recife



Pesquisadora americana está estudando favelas do Recife desde 2009 / Michele Souza/JC Imagem



Há mais de 15 anos, a historiadora americana Brodwyn Fischer pesquisa favelas do Rio de Janeiro e, dois anos atrás, iniciou estudo semelhante na cidade do Recife. O trabalho nos morros cariocas resultou no livro Poverty of rights: poverty and citizenship in 20th century Rio de Janeiro(Uma pobreza dos direitos: cidadania e desigualdade no Rio de Janeiro do século 20), publicado em 2008 pela Stanford University Press, vencedor de quatro prêmios e ainda sem tradução para o português. Em recente visita ao Recife, para garimpagem de documentos em arquivos e visita a comunidades pobres, ela fez palestra no Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) sobre os mocambos nas duas capitais. Professora de história da América Latina e do Brasil na Universidade de Northwestern, em Chicago, Brodwyn Fischer, 40 anos, observa que os moradores de favelas cariocas não eram passivos nas décadas anteriores a 1950, como costumam ser retratados na historiografia. “Até no fim do século 19 há traços nos arquivos de negociações abertas entre favelados e o poder público. Nos anos 20 e 30, ajudados por advogados comunistas, já estavam entrando em juízo com processos de usucapião, defendendo-se judicialmente de processos de despejo, escrevendo cartas as prefeitos e ao presidente Getúlio Vargas, utilizando a estrutura organizacional das escolas de samba para fins políticos”, declarou em entrevista ao JC. As favelas, diz ela, surgem da necessidade, dos baixos salários, da falta de qualificação da mão de obra migrante e da especulação imobiliária.

Jornal do Commercio – Por que estudar favelas no Brasil?
Brodwyn Fischer - Sempre tive interesse na história urbana e na história da pobreza urbana. Não tem nada a ver com exotismo. Comecei a estudar a pobreza nos Estados Unidos, mas lá esse é um campo que já tem muitos trabalhos. Então parti para a América Latina e escrevi uma monografia sobre Buenos Aires (capital da Argentina). No doutorado, decidi vir ao Brasil, estudar favelas. Aqui se encontra uma rica produção intelectual sobre o tema.

JC – Qual a cidade brasileira escolhida para a pesquisa?
Brodwyn – São Paulo, mas fui ao Rio de Janeiro em 1993 e fiquei lá mesmo. Fui buscar a história social do Rio em processos nos arquivos públicos. Também me interessavam as cartas escritas pela população para o presidente Vargas (Getúlio Vargas, 1882-1954). As pessoas pediam todo tipo de coisa: estou precisando de moradia, de carteira de identidade. Na época, tinha uma coisa bem parecida com o bolsa família, que era o abono familiar, supostamente para famílias que tinham mais de dois filhos matriculados na escola. As pessoas escreviam pedindo esse benefício.

JC – O que os documentos revelaram?
Brodwyn – Comecei a ver que a questão dos direitos, de uma coisa que hoje chamamos cidadania, era muito mais importante para eles do que se imaginava. Lendo os documentos, percebi que eu queria escrever não mais sobre a história social da cidade, mas sobre a história da cidadania dos pobres dessa cidade. Para eles, conseguir direitos trabalhistas, estabilidade e trabalho formal era importante. Mas ter a carteira assinada era um tipo de passaporte. A pessoa com carteira assinada, por exemplo, se fosse pega pela polícia, teria seus direitos civis respeitados. Não ficaria presa por tanto tempo. Era uma conquista.

JC - Qual é a história das favelas?
Brodwyn – A história das favelas é complicada, tem a questão da formação física, social e jurídica. Mas a favela existia bem antes de aparecer a palavra favela. Na verdade, no século 19 esse tipo de casebre era muito comum até nos jardins das casas-grandes. Os barracões ficavam muito próximos da cidade formal. Uma classe média decadente ganhava dinheiro alugando chão aos pobres. E até barões se beneficiavam disso. Como ocupavam posição social mais alta, eles tinham pessoas encarregadas de alugar os cortiços aos pobres. As favelas, muitas vezes, eram extensão desses cortiços.

JC – Alguém que a senhora destacaria?
Brodwyn – Tinha um italiano, Emiliano Turano, sapateiro, que chegou sem nada no Brasil e era encarregado de um cortiço no Rio de Janeiro. Ele viu que tinha um terreno atrás do cortiço quase sem ninguém morando lá. Então ele começou a se dizer dono do imóvel e foi se apoderando do terreno, cobrando aluguéis. Figuras da alta sociedade carioca, como Eduardo Duvivier, neto do loteador original de Copacabana, cobravam aluguéis por anos em favelas que eles sabiam não ser da sua propriedade.

JC – Favelas sempre foram consideradas um problema?
Brodwyn – Só no final do século 19 e começo do século 20 as pessoas começam a pensar na favela como um problema, uma coisa que não podia existir dentro da cidade. Surge a ideia de que a cidade devia ser separada daquele tipo de moradia. Uma ideologia urbana que vinha da Europa, dos EUA, o início do urbanismo na sua forma moderna. Morar em cortiço, mocambos, principalmente em áreas alagadas, tinha alguma coisa a ver com doenças, mas ainda não se sabia exatamente o quê. No princípio do século 20, já se vinculava de alguma forma a varíola, a febre amarela e a tuberculose com moradias pequenas, muitas pessoas juntas, pobreza. Por esse viés da saúde pública, era preciso tratar das doenças e um jeito de fazer isso foi destruir os cortiços.

JC – Isso muda a relação da cidade formal com a favela?
Brodwyn – Quando as favelas crescem, as pessoas começam a falar muito desses lugares. No Rio, são associados a samba, capoeira e malandragem. Você começa a ver uma mudança na ideia de favelas. Se por um lado tem esse pensamento de que elas não deveriam existir nas cidades, ao mesmo tempo a cidade não pode existir sem elas. É uma relação muito complicada entre a favela e a cidade, que não é unicamente dizer que as pessoas que moram nas favelas trabalham para aquelas que vivem na cidade formal. Existe outro tipo de conexão, envolvendo pessoas de todos os níveis sociais que se beneficiam de alguma forma da favela. Pode ser o aluguel que a pessoa cobra por terreno do qual não é dono. Pode ser o benefício de um político de poder ganhar voto só protegendo essa população das malhas da lei. Cria-se esse tipo de dependência, que varia.

JC – Essa situação também acontece no Recife?
Brodwyn – Estou pesquisando aqui há dois anos, mas muito devagar. Percebo que a questão dos mocambos era totalmente entrelaçada com a política da cidade. Encontrei no Arquivo Estadual petição de moradores pedindo isenção de impostos. A pessoa não tinha vergonha de pedir favores ao prefeito. Vi conflito, que eu estudei muito no Rio de Janeiro, entre grileiros e a população. No Recife, o caso mais sério que encontrei foi nos anos 20, na comunidade de São Miguel, em Afogados. Eles formaram a Liga de Proprietários Pobres, que até hoje está lá, e com ajuda de comunistas, não tenho certeza absoluta, tentavam lutar contra uma ordem de despejo. Nesse momento, moradores de muitas favelas se organizam e criam os primeiros movimentos sociais grandes.

JC – Há semelhanças entre as favelas do Rio e do Recife?
Brodwyn – O trabalho aqui ainda está muito no começo. Não sei, ainda, quão relevantes estas pesquisas vão ser para o Recife, mas me atrevo a dizer que estou muito impressionada, até agora, com o grau de semelhança entre as duas cidades. Agora, a organização dos mocambos começa mais cedo aqui do que no Rio de Janeiro.

A redação do último vestibular da UnB



Não se pode dizer que a língua não seja prescritva. Na primeira versão deste texto (abaixo), por exemplo, cometi um erro de concordância verbal. (os termos regente e regido estavam longe um do outro). Ao reler o texto, percebi o erro e o corrigi. Fiz isso seguindo uma prescrição da chamada norma padrão.Meu recado para o os vestibulandos. É preciso estudar e conhecer as prescrições gramaticais para escrever de maneira aceitável na sociedade onde vivemos.

Desde que a imprensa tomou conhecimento de que existe variação linguística, e mais, de que esse tema visita os livros didáticos em nossas escolas, tem havido um trabalho inquisitorial contra a Linguística, que alguns articulistas consideram responsável pela ruína iminente da língua portuguesa no Brasil : em breve estaremos todos grunhindo. Uma das reações mais veementes vem de Reinaldo Azevedo, jornalista que escreve na Veja. Nos últimos tempos ele tem direcionado suas críticas aos professores da Universidade de Brasília, que imagina sejam os artífices da postura relativista em relação à norma culta . Ontem Reinado Azevedo elegeu como alvo de suas críticas o tema da redação do mais recente vestibular da UnB, que incluiu um verso da canção “Língua “ de Caetano Veloso: “Flor do Lácio Sambódromo Lusamérica latim em pó': a língua de um povo não se faz com preconceito nem com prescrição".

Naturalmente que não posso concordar com o Sr. Reinaldo Azevedo em suas críticas aos professores da UnB , ou aos compromissos pedagógicos da Linguística, na defesa dos brasileiros que não têm acesso aos modos prestigiosos de falar. Nos últimos trinta e seis anos, de meu magistério da UnB, em todos os livros que escrevi , em todas as aulas que ministrei, e na orientação dos cerca de setenta mestres e doutores que já formei, venho reiterando que temos de conhecer as variedades do Português que nossos alunos trazem para a escola e de nos empenhar em ampliar-lhes os recursos comunicativos.

No entanto, admito que não gostei do tema da redação desse último vestibular. Perguntei ao meu neto, que foi ‘treineiro’ nessas provas, como tinha sido a redação. Ele respondeu. “Não entendi muito não, Vó. Foi uma coisa lá sobre a língua portuguesa".

Não achei adequado o gênero do texto motivador da redação. A letra do Caetano me parece que ajuda pouco o vestibulando _ jovem, leitor noviço, pouco afeito à linguagem poética_ a produzir um texto dissertativo. Ademais o tema é polêmico. Como afirmar que a língua não é prescritiva? A chamada norma padrão é por natureza prescritiva. E esses conceitos são difíceis até para nós, profissionais da área, onde não há consenso sobre muitos aspectos relacionados à padronização e à pedagogia da língua, quanto mais para jovens que jamais se detiveram a pensar nesse assunto. Minha posição é que o tema do vestibular tem de ser afim à vivência cultural dos jovens vestibulandos, e o texto motivador da redação deve ser, preferencialmente, dissertativo, pois é com esse tipo textual que eles têm alguma familiaridade no Ensino Médio.

sábado, 18 de junho de 2011

Quadrilhas prontas para brilhar

Grupos do Grande Recife trabalham o ano inteiro para encantar o público no São João




Foto: Heudes Régis/JC Imagem





Difícil achar um pernambucano que nunca tenha dançado quadrilha. Seja no colégio, no bairro ou na festinha do condomínio, quase todos já se arriscaram no balancê. Mas se engana quem pensa que a dança é só uma brincadeira. A quadrilha – que hoje vai muito além do anarriê e alavantu, apresentando enredos que discutem questões culturais – é lazer, fonte de renda, espaço de socialização, objeto de estudo e, acima de tudo, uma grande paixão para quem a pratica.

Paixão que ultrapassa, e muito, o período junino. Entre um São João e outro, os quadrilheiros não ficam parados: criam o enredo, montam a coreografia, selecionam a trilha sonora, ensaiam, provam os figurinos e elaboram o cenário. Além de muito trabalho, as preparações acarretam grandes gastos, que podem passar dos R$ 80 mil.

A grande meta é vencer os grandes concursos, mas os quadrilheiros garantem que o que os impulsiona é a emoção de dançar. “Quando a gente acaba de dançar, principalmente na estreia, é o momento de maior felicidade. Antes mesmo de sair qualquer resultado. A gente chora muito, se abraça, satisfeitos com os aplausos do público. É maravilhoso”, explica Leila Nascimento, 27 anos, da quadrilha Raio de Sol.

Neste São João, aproveite para prestigiar o esforço desses grupos, que dão tudo de si para montar um espetáculo inesquecível. Para ter um gostinho, confira o vídeo acima, feito durante a apresentação da Raio de Sol, campeã nacional em 2010. E para entender melhor o que motiva tanta dedicação, leia a matéria de capa da revista Arrecifes, no Jornal do Commercio.