segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Múcio: "É tudo mentira"



       
  1.  




Ex-ministro das Relações Institucionais no Governo Lula e nomeado por Dilma ministro do Tribunal de Contas da União, José Múcio Monteiro visita Lula pelo menos uma vez a cada mês, com quem construiu uma amizade sólida e verdadeira.
Há pouco, Múcio esteve em São Paulo com o ex-presidente, mas não com a missão de bombeiro, como jornais do sul vieram a noticiar em cima de uma falsa notícia: a de que Lula havia se distanciado do governador Eduardo Campos (PSB) e este vinha enfrentando dificuldades para ser recebido em audiência pela presidente Dilma devido ao fim da aliança do PT com o PSB no Recife.
“Isso não é verdade. Tem alguém interessado na discórdia plantando notícias falsas”, garante Múcio. Segundo ele, na conversa com Lula, o assunto Recife entrou de fato na pauta, tendo ele ouvido apenas um lamento do petista por não poder estar no mesmo palanque de Eduardo.
“Lamento muito ter que participar de uma campanha num palanque diferente do de Eduardo, por quem tenho uma grande estima”, disse Lula, segundo relato de José Múcio. Quanto ao mais, garante o ministro do TCU, tudo não passa de um jogo para tentar azedar a relação de Eduardo com Lula e Dilma.
“Dilma precisa muito de Eduardo, até porque o seu partido, o PSB, integra a sua base de sustentação do Governo no Congresso”, acrescentou. 
fonte:blogmagno

MÚSICA DO DIA


DiarioData Associados publica pesquisa de intenção de voto

Na pesquisa estimulada, Humberto Costa lidera com 25%. Em segundo lugar empatam Mendonça Filho (15%) e Geraldo Julio (14%). Na espontânea, Humberto tem 16%, Geraldo, 12%, e Mendonça, 8%




Pesquisa é marco zero porque mede a popularidade dos candidatos antes do início do guia eleitoral, nesta terça-feira. Fotos: Arquivo/DP/D.A Press
Pesquisa é marco zero porque mede a popularidade dos candidatos antes do início do guia eleitoral, nesta terça-feira. Fotos: Arquivo/DP/D.A Press

O senador Humberto Costa é líder nas intenções de votos para a sucessão municipal no Recife com 25% da preferência do eleitorado. É o que indica a primeira rodada da pesquisa DiarioData Associados, publicada nesta segunda-feira pelo Diario de Pernambuco. Na segunda colocação na sondagem estimulada (quando os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores numa lista), estão tecnicamente empatados o ex-vice-governador Mendonça Filho (DEM) e o ex-secretário estadual Geraldo Julio (PSB). Mendonça soma 15% e Geraldo concentra 14% das intenções de votos. Na quarta posição aparece o deputado estadual Daniel Coelho (PSDB), com 8%.
Já na pesquisa espontânea, na qual o eleitor é questionado em quem pretende votar, mas não é apresentado a uma lista de candidatos, o cenário é um pouco diferente: Humberto segue na liderança, com 16% da preferência. Em segundo lugar, porém, Geraldo Julio, com 12%, fica na frente de Mendonça Filho, que aparece com 8% das intenções de voto.
fonte:DP

FILME DO DIA



Tieta do Agreste (filme)

Obra: Tieta do Agreste, romance de Jorge Amado
Filme: TIETA DO AGRESTE
Direção: Carlos Diegues
Roteiro: João Ubaldo Ribeiro, Antônio Calmon e Carlos Diegues
Ano Produção: 1996
Elenco: Sônia Braga, Marília Pera, Claudia Abreu, Chico Anísio, Zezé Motta, Jece Valadão, Jorge Amado, Patrícia França, Heitor Martinez.
Sinopse: Tieta retorna a sua terra natal, a pequena Santana do Agreste, após 25 anos de ausência. Sua volta causa certa apreensão na família, uma vez que Tieta saíra escorraçada pelo pai Zé Esteves, movido pelas intrigas de Perpétua, sua irmã mais velha.
A chegada de Tieta, rica e poderosa, põe fim aos boatos de que estaria morta e aguça a ambição não só de seus familiares - Perpétua, Zé Esteves, Elisa, Ramiro… -, mas de toda cidade.
Usando de sua influência, Tieta consegue trazer a luz elétrica a Santana do Agreste ao mesmo tempo em que se envolve num tórrido romance com seu sobrinho, o seminarista Ricardo.
A jovem Leonora, apresentada à família como enteada de Tieta, envolve-se com o secretário da prefeitura, Ascânio Trindade, num romance impossível que acabará resultando em uma nova e inesperada partida de Tieta.

Enfim, um diagnóstico lúcido sobre o desastre do ensino público fundamental e médio no Brasil. Ou: Reformando o ensino com parede cor-de-rosa, teatro e tablets… Funciona? É claro que não!


O governo divulgou na semana passada o resultado do Ideb, que avalia o ensino fundamental e médio. Comentei o desastre aqui em alguns posts. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, no entanto, comemorou. Compreendo.
A presidente Dilma Rousseff, como sabem, está prestes a endossar uma lei verdadeiramente criminosa aprovada pelo Congresso: a reserva de 50% das vagas das universidades federais para alunos egressos da escola pública, segundo a cor da pele dos estudantes. Pesquisa recente demonstra que nada menos de 4% dos universitários brasileiros são semialfabetizados, e escandalosos 38% não são plenamente alfabetizados. É a tragédia da escola pública fundamental e média se alastrando célere no terceiro grau. Sancionada a lei — Dilma e Mercadante a aprovam —, a universidade pública estará condenada a funcionar como curso supletivo, destinado a suprir as deficiências do ensino nas etapas anteriores. Pior: diminuirá enormemente a pressão em favor da melhoria da escola pública.
Muito bem! As Páginas Amarelas de VEJA desta semana trazem uma entrevista com João Batista Araújo de Oliveira, especialista em educação que põe os pontos no “is”. Voltarei a este assunto (espero que Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio de Mello não abusem excessivamente da nossa paciência) para discutir por que, afinal de contas, o Brasil tem feito tudo errado nessa área. Destaco algumas frases de Oliveira:

Qualidade do professor:
“Desde a década de 60 há um rebaixamento do nível do pessoal, e a qualidade do ensino depende essencialmente do professor.”
Palavrório pedagógico
“As escolas têm um punhado de papéis reunidos sob o nome de ‘proposta político-pedagógica’, seja lá o que isso queira dizer: começa com uma frase do Paulo Freire e termina citando Rubem Alves.”
Programa de ensino
“É preciso ter um programa de ensino: afinal, se você não sabe o que ensinar, como vai saber o que avaliar?”
Premiar e punir
“É preciso premiar quem faz direito e punir quem não faz. Hoje, o único punido no sistema de ensino brasileiro é o aluno reprovado. Isso é covardia.”
Pedagogos demais, gestores de menos
“O problema é que as escolas e as secretarias de Educação estão povoadas de pedagogos, e não de gestores.”
Idiotia deslumbrada
“Porque no Brasil o que importa é acessório. O legal é colocar xadrez na escola, é ensinar teatro. O brasileiro vai à Finlândia e acha que o sucesso da educação daquele país se deve ao fato de que as paredes das escolas são pintadas de rosa.”
Enem
Ficamos com esse troço que ninguém sabe o que é. O Enem não tem a menor importância.”
Tablets nas escolas
Nenhum país conseguiu melhorar a educação a partir do uso da tecnologia. (…) Não adianta colocar ingredientes certos na receita errada.”
Verba para educação
“Desde 1995, o salário do professor quintuplicou no Brasil, mas não houve avanço no de­sempenho do ensino. Então, aumentar uma variável só não vai mexer no resul­tado.”
Educação em 2021
Estaremos no mesmo patamar. Não há nenhuma razão para pensar que será diferente.”
Leiam trechos da entrevista. A íntegra está na revista. Por Nathalia Goulart:
Há décadas governos estaduais, municipais e federal se vangloriam de suas escolas-modelo, unidades que recebem toda a atenção da administração de plantão e que, por isso, se destacam dos demais colégios públicos pela excelência. Os governantes deveriam, na verdade, se envergonhar da situação, afirma o educador João Batista Araújo e Oliveira, presidente do Instituto Alfa e Beto, ONG dedicada à educação. O argumento do especialista é simples: “As escolas-modelo são exceções. A regra, como sabemos, são as demais escolas do Brasil”. Para incentivar governos a corrigir a distorção. Oliveira criou, em parceria com a Gávea Investimentos e a Fundação Lemann, o Prêmio Prefeito Nota 10, que vai dar 200 mil reais a administradores municipais cuja rede de ensino fundamental obtenha a melhor avaliação na Prova Brasil, exame federal que mede a qualidade do ensino público no ciclo básico. Escola-modelo, portanto, não conta. “Não adianta o prefeito falar que tem duas escolas excepcionais se as demais não acompanham esse nível. Queremos premiar o conjunto.” Confira a seguir a entrevista que ele concedeu a VEJA.
O MEC divulgou nesta semana os resultados da Prova Brasil, que mostra o nível de aprendizado das crianças no ciclo fundamental das escolas públicas. Como o senhor avalia os resultados?
Eles foram divulgados com grande fanfarra, mas não há nenhuma justificativa para isso. Se você analisa a questão no tempo, percebe que existe estagnação. Há um ponto fora da curva, os resultados divulgados em 2010. Mas eles não foram corroborados neste novo exame, e já esperávamos isso. Estamos onde estávamos em 1995. Há uma melhora bem pequena nos anos iniciais da escola, e pouquíssima variação nas séries finais e no ensino médio. Os gastos em educação aumentaram — e muito — e foram criados muitos programas, mas isso não tem consistência suficiente para melhorar a qualidade do ensino. Então, temos duas hipóteses para a estagnação: ou os programas criados são bons, mas não foram bem executados, ou são desnecessários e não trouxeram benefício algum.
Especialistas, entre os quais o senhor, pregam que uma reforma educacional eficaz se faz com receitas consagradas — ou seja, sem invencionices. Quais são os ingredientes para o avanço?
O primeiro é uma política para atrair pessoas de bom nível ao magistério. Desde a década de 60 há um rebaixamento do nível do pessoal, e a qualidade do ensino depende essencialmente do professor. O segundo ingrediente é a gestão do sistema. Uma boa gestão produz equidade: todas as escolas de uma mesma rede funcionam segundo o mesmo padrão. Hoje, unidades de uma mesma rede estadual ou municipal apresentam desempenhos díspares. O terceiro é a existência de um programa de ensino estruturado, que falta ao Brasil. As escolas têm um punhado de papéis reunidos sob o nome de “proposta político-pedagógica”, seja lá o que isso queira dizer: começa com uma frase do Paulo Freire e termina citando Rubem Alves. Os governos de todos os níveis abriram mão de manter uma proposta de ensino, detalhando o que os alunos devem aprender em cada série. O quarto ingrediente é um sistema de avaliação que possa medir a evolução do aprendizado. Para isso, porém, é preciso ter um programa de ensino: afinal, se você não sabe o que ensinar, como vai saber o que avaliar? De posse de bons profissionais, gestão, programa de ensino e métodos de avaliação, acrescenta-se o último ingrediente, um sistema de premiação e punição. Algumas redes começam a pensar em um sistema de premiação, mas não adianta só dar incentivo. É preciso premiar quem faz direito e punir quem não faz. Hoje, o único punido no sistema de ensino brasileiro é o aluno reprovado. Isso é covardia. Nada acontece com professor, diretor, secretário de Educação, prefeito ou governador quando eles falham.

(…)
Por que é tão difícil levar a qualidade das escolas-modelo para toda a rede de ensino?
Porque no Brasil o que importa é acessório. O legal é colocar xadrez na escola, é ensinar teatro. O brasileiro vai à Finlândia e acha que o sucesso da educação daquele país se deve ao fato de que as paredes das escolas são pintadas de rosa. Na volta ao Brasil, ele quer pintar todas as escolas daquela cor. Depois, ele vai à Franca, onde vê um livro que julga importante e decide introduzi-lo nas escolas daqui… Em vez de olharmos o que os sistemas de ensino daqueles países têm em comum, olhamos exatamente para o que há de diferente neles, como se isso fosse a bala de prata da educação. Por isso gestão é tão importante: é preciso focar o DNA da escola e deixar de lado o que é periférico. O problema é que as escolas e as secretarias de Educação estão povoadas de pedagogos, e não de gestores. Não conheço uma Secretaria de Educação no Brasil que tenha um especialista em demografia, que saiba quantas crianças vão nascer nos próximos anos e, portanto, quantas escolas precisam ser abertas ou fechadas.

Há alguns meses, o MEC anunciou a aquisição de milhares de tablets para professores. O senhor vê isso com bons olhos?
É mais confete. O bom professor vai se beneficiar; o mau, não. E nem o benefício ao bom professor justifica o custo. Quando a tecnologia está atrelada ao professor, ele, o ser humano, vai ser sempre o fator limitante. Nenhum país conseguiu melhorar a educação a partir do uso da tecnologia. Não estou dizendo que a tecnologia seja ruim. Ela tem potencial, desde que seja usada no contexto apropriado. Não adianta colocar ingredientes certos na receita errada.
A sensação generalizada é que o ensino público nacional é um desastre. É uma visão errada?
É uma visão correta. Sobretudo para as crianças pobres, que teriam na escola a única chance de ascensão social. A escola é um desastre quando analisada pela ótica das avaliações internacionais, e um desastre também do ponto de vista pessoal, individual. A única chance que um cidadão tem de melhorar de vida no Brasil é’ por meio da educação de qualidade. E ela não tem qualidade para a maioria das pessoas. O número de jovens que chegam ao ensino médio é baixíssimo, e, entre estes, a evasão é uma calamidade. E o governo é incapaz de entender que há um modelo errado ali, que penaliza jovens justamente quando eles atravessam uma fase de afirmação.
O Enem foi criado como ferramenta de avaliação e aprimoramento do ensino médio. Porém, vem sofrendo mudanças para atender a outro fim: a seleção de estudantes para universidades públicas. Qual a avaliação do senhor a respeito?
Ninguém consegue servir a dois senhores. O Enem nasceu com um formato, mas transformou-se em outra coisa. Ele nasceu para ser uma prova de avaliação das competências dos jovens, mas não deu certo. Em seguida, tentou-se vender a ideia de que é uma prova seletiva, um vestibular barato. E ficamos com esse troço que ninguém sabe o que é. O Enem não tem a menor importância. A ideia de ter uma forma simplificada de ingresso à universidade é bem-vinda, mas isso não serve para todos os estudantes do ensino médio.
(…)
Tramita no Congresso o Plano Nacional de Educação, que prevê aumentar o porcentual do PIB destinado à área de 5% para 10%. A falta de dinheiro é a razão de crianças não saberem ler ou operar conceitos fundamentais de matemática?
O país deve investir em educação, mas colocar dinheiro na equação atual é jo­gá-lo fora. O problema mais importante é a gestão. Não adianta pôr mais dinhei­ro no sistema atual porque ele vai ser malgasto. É como pagar dois professo­res que não sabem ensinar: melhor é pagar somente um bom mestre. Temos problemas estruturais muito graves: se eles não forem resolvidos, não haverá financiamento que baste. Desde 1995, o salário do professor quintuplicou no Brasil, mas não houve avanço no de­sempenho do ensino. Então, aumentar uma variável só não vai mexer no resul­tado. A equação é mais complexa. Além disso, 10% é uma cifra descabida do ponto de vista da macroeconomia.
O país estabeleceu metas para o ensino básico até 2021. Como estará o Brasil, do ponto de vista da educação, às véspe­ras do bicentenário da Independência?
Estaremos no mesmo patamar. Não há nenhuma razão para pensar que será diferente. Não se muda a educação, estabelecendo metas, mas a partir de ins­tituições. Não há milagre. Uma vez que não existe investimento nas políticas corretas, não há por que achar que tere­mos uma situação melhor no futuro.
Por Reinaldo Azevedo

MENSALEIROS À ESPERA DO PIOR


A se confirmar o que adiantam ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em conversas reservadas com jornalistas, a maioria dos réus do processo do mensalão está simplesmente...
Como é mesmo que diria o ministro Dias Toffoli, dono de uma linguagem desabrida?
A maioria está enrascada.
Advogados dos réus pensam da mesma forma. Haverá condenações pesadas, segundo eles. E nomes conhecidos acabarão presos.
José Dirceu? Não sei. Mas ele anda pessimista.
Acontecerá de fato o que os ministros segredam? Não sei. Desconfio que eles também não sabem.
Os ministros andam muito salientes. Aprenderam a projetar o que lhes interessa - atitude de verdadeiros pop stars. Mas o que projetam muitas vezes serve para esconder suas intenções.
Mais de mil decisões, de variados graus de importância, serão tomadas até o último dia do julgamento.
Tem-se uma vaga idéia de que o último dia cairá em meados de outubro. Ou de novembro. O ministro Marco Aurélio não descarta a hipótese de o julgamento terminar apenas no próximo ano.


Espera-se que uma vez que começou, termine. Afinal, na semana passada, em dado momento, pareciam inconciliáveis as posições de Joaquim Barbosa, ministro-relator, e de Ricardo Lewandowski, ministro-revisor. Joaquim queria fatiar a leitura do seu voto. E queria que cada fatia fosse imediatamente votada por seus pares.
Lewandowski foi contra. Por ele, Joaquim leria as mil páginas do seu voto. Lewandowski leria as 1.400 páginas do dele - o que prometeu fazer bem devagar. Chegaria a vez de os demais ministros.
"Será o caos", decretou Joaquim, que ameaçou renunciar à relatoria. Lewandowski ameaçou renunciar à revisão.
O impasse foi contornado com o aparente recuo de Lewandowski. Ayres Britto, presidente do STF, anunciou que Lewandowski concordara com a forma de votação proposta por Joaquim. De passagem pelo Rio, Lewandowski deu a entender que não foi bem assim.
E como será logo mais na abertura de uma nova sessão do julgamento?
Há dois ou três meses a direção do STF definiu o número de cadeiras reservadas para jornalistas, advogados e cidadãos comuns. Acertou como seria o formidável esquema de segurança jamais montado dentro e fora do prédio do STF. Reforçou a segurança de cada ministro. E formatou o calendário de sessões.
Esqueceu ou não quis reunir os ministros para estabelecer o roteiro das votações. E a maneira de fazê-las.
Os ministros são conscientes e orgulhosos dos seus poderes. Nenhum vale mais do que o outro. A presidência é rotativa. As mordomias são iguais. Não cultivam o hábito de se consultar sobre seus votos.
Ayres Britto perguntou a um ministro: "Quantas páginas terá o voto de Vossa Excelência?"
A pergunta causou espanto. Que ousadia! O ministro não respondeu. Os votos dos 11 ministros estão prontos ou quase. Mas eles podem mudá-los em cima da hora, até mesmo de improviso.
Um trecho acrescentado entre vírgulas pode indicar uma mudança de posição. Quantos votos não mudaram de lado com o auxílio de um "porém"?
O fator "pressão do governo" pesa muito. O fator "opinião pública", idem. Além dos fatores "meu amigo" ou "meu inimigo". Tudo o que é humano não deve nos causar estranheza.
No passado, os tribunais eram patronais e governistas. Estão deixando de ser por causa da mídia, do debate travado nas redes sociais e da cobrança da sociedade por maior transparência.
Conservadores receiam uma Justiça populista. Seus contrários aplaudem uma Justiça menos vinculada aos donos do poder.
Há 30 anos, uma denúncia como essa do mensalão jamais teria sido aceita pelo STF. Há 20 anos, talvez, mas ao cabo do julgamento não haveria culpados.
Agora?
O melhor é aguardarmos.
fonte:blognoblat

Dia D no STF : houve dinheiro público para corromper?





Ministros estão prestes a julgar se foi usado dinheiro público para corromper parlamentares

Ministros chegam a uma das questões centrais da acusação do Ministério Público: atestar se o esquema operado por Marcos Valério desviou recursos públicos para corromper parlamentares
Foto: Ailton de Freitas / O Globo
Ministros chegam a uma das questões centrais da acusação do Ministério Público: atestar se o esquema operado por Marcos Valério desviou recursos públicos para corromper parlamentares - Ailton de Freitas / O Globo
O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta segunda-feira o julgamento do mensalão já se preparando para um embate que envolve uma das questões centrais da acusação do Ministério Público: atestar se o esquema operado por Marcos Valério desviou recursos públicos para corromper parlamentares. O tema vai à votação logo após o plenário decidir se confirma a condenação do deputado João Paulo Cunha (PT), ex-presidente da Câmara, por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro, como defendeu o relator, ministro Joaquim Barbosa. (O Globo)

O fenômeno Lóssio

      
                        
Governante bem avaliado tem uma grande tendência de reeleição. No plano nacional, foi assim com Lula. No estadual, com Eduardo. Em alguns municípios, isso vem ficando claro também. Basta olhar para Petrolina. Com 64% de ótimo e bom, o prefeito Júlio Lóssio (PMDB) só tem crescido nas pesquisas.
Na do Instituto Opinião, contratada com exclusividade por este blog, Lóssio apareceu com 36% das intenções de voto. Na do Ibope, contratada e divulgada pela TV-Grande Rio, afiliada da Rede Globo, quinta-feira passada, chegou ao patamar dos 40%.
Ali, se observa um fenômeno. Lóssio contraria a lógica da política. Oposição ao Governo estadual, não tem maioria na Câmara de Vereadores, não tem sequer um deputado estadual ou federal na sua base, mas mesmo assim o isolamento não se constituiu em entrave para governar.
Em Brasília, sabidamente, buscou o apoio do seu partido na figura do vice-presidente Michel Temer, conseguiu angariar recursos federais e tirou projetos do papel, mesmo enfrentando a má vontade do Governo Dilma.
Se emplacar a reeleição, como está pintando, Lóssio pode despontar, futuramente, como um quadro majoritário no plano estadual, porque, além de bom gestor e articulado, é extremamente carismático e isso faz o diferencial na política.
fonte:blogmagno

Hoje tem debate na TV com prefeituráveis do Recife


                                 


Os quatro principais candidatos à Prefeitura do Recife fazem hoje o primeiro debate televisivo, em instantes, às 13 horas. O debate da TV Tribuna será dividido em cinco blocos. Na primeira parte, por meio de sorteio, cada postulante responderá a uma pergunta, elaborada por um jornalista da Tribuna.

Do segundo bloco até o quarto, também por meio de sorteio, cada candidato fará uma pergunta para o adversário que escolher. Todos terão direito a réplica e tréplica. O último bloco será reservado para as considerações finais. O debate se encerra às 15 horas.

CHARGE DO DIA

sábado, 18 de agosto de 2012

MÚSICA DO DIA


Geraldo Júlio promove caminhada no bairro do Totó




 
















O candidato do PSB à Prefeitura do Recife, Geraldo Júlio, promoveu, neste sábado (18), ao lado do seu vice, Luciano Siqueira (PCdoB), uma caminhada pelas ruas do bairro do Totó, na Zona Oeste do Recife.
 Amparado por sua militância e lideranças dos partidos que integram a Frente Popular, o candidato do governador Eduardo Campos foi bem recebido pelos moradores da localidade, que ostentavam bandeiras e faixas em apoio ao prefeiturável, um cenário distinto dos primeiros dias de campanha, quando Geraldo ainda não era conhecido do grande público.
O deputado federal Roberto Teixeira (PP) fez questão de caminhar ao lado de Geraldo Júlio, e aproveitou a oportunidade para rebater as declarações dadas pelo seu partido sobre quanto a sua decisão de apoiar o PSB e não o PT. “Um partido tem que ter, antes de tudo, uma democracia. Não se pode fazer simplesmente o que manda o presidente”. Também caminharam ao lado do socialista os deputados federais Anderson Ferreira (PR) e Raul Henry (PMDB).


















Ao final do percurso de quase 1km, Geraldo discursou em um palanque improvisado, e falou suas propostas para o bairro do Totó. “A gente sente que o amarelo está tomando conta do Recife, e isso representa a esperança que o recifense tem em dias melhores. Hoje eu saio daqui com a convicção de que a construção de uma Upinha 24h vai ajudar muito, e nós vamos construir não somente a Upinha, mas também o Hospital da Mulher”. O candidato do PSB finalizou seu discurso falando da importância da criação de creches no lugar e do ProUni Municipal, um programa que irá garantir o acesso do aluno da rede pública de ensino à bolsa de estudo para ingressar em faculdades particulares.

Geraldo criticou ainda a falta de saneamento básico do bairro, e disse que essa é a sua prioridade para melhorar a qualidade de vida das pessoas que ali estão instaladas. Animado, o socialista garantiu que sua pretensão é por uma campanha limpa e sem agressões, mas não deixou de alfinetar os adversários. “Eles estão doidos pra brigar comigo, mas a minha briga é com os problemas da cidade”, disse Júlio ao fim do discurso.
fonte:blogmagno

CHARGE DO DIA

FILME DO DIA


'Governo é nota sete', diz Paulo Skaf


Felipe Patury, ÉPOCA

Na avaliação que faz do governo, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, dá nota 7.
A avaliação, feita dois dias depois de participar do anúncio do programa federal de investimento em logística, foi feita em entrevista ao jornalista João Doria Jr., apresentador do programa Show Business. Questionado sobre a nota, Paulo Skaf informou integrar os 70% da sociedade que apoiam o governo.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

“Minha nota é 7”, destacou. Mas, reforçou que a economia precisa registrar queda de preço em vários segmentos, especialmente gás e energia. “O modelo é correto e a preocupação com os modais de rodovia e ferrovia, lícita e importante para recuperar a logística do País. Como plano, é positivo. No entanto, tem que sair do papel”, disse.
É no segmento de energia elétrica, inclusive, que ele critica e cobra, contundentemente, o governo.
“Não se falou nisso neste pacote. Não tivemos nenhum compromisso divulgado. Só a promessa de um anúncio em setembro”, comentou, destacando que o Brasil tem o privilégio de contar com uma matriz energética limpa, as hidrelétricas. “De outro lado, temos a terceira conta mais alta do mundo. “O Governo precisa cumprir a lei e fazer o leilão de concessões. E nós precisamos parar de pagar pela usina que já foi paga duas vezes”, disse. O programa vai ao ar [hoje], às 23h40, pela Rede Bandeirantes.