Assim, não há confiança que resista!
DO BLOG POLÍTICA & ECONOMIA NA REAL
No mais recente Boletim Trimestral de Inflação, o BC, em leve tom de advertência, escreveu : "A lenta recuperação da confiança contribuiu para que os investimentos ainda não reação após estímulos introduzidos na economia". Ainda como um alerta, o BC classificou como ligeiramente expansionista a política fiscal do governo. Pois bem, daí para cá, depois de contribuir para que o Congresso Nacional entrasse em férias sem aprovar o Orçamento de 2013, o Palácio do Planalto editou uma MP autorizando o direito de gastar R$ 42,5 bi em investimentos até que os deputados e senadores produzam uma peça orçamentária qualquer. Este valor é quase 70% de tudo que o governo terá gasto em 2012 em investimentos. Está inaugurada desse modo a administração centralizada e arbitrária do
Orçamento.
Chama o ladrão!
LAURA CAPRIGLIONE *
Diz-se que, assistidos por profissionais de saúde, os feridos serão mais bem atendidos -como se os PMs não aprendessem primeiros socorros na academia- e que, assim, se garantirá a preservação dos locais de crime para a realização de perícia e investigações.
Viu-se na TV em novembro do ano passado a cena chocante do sujeito vivo e sacudido que apareceu morto logo depois de topar com PMs num bairro pobre da capital. O governador Alckmin reconheceu que "houve execução de preso por parte de policial militar".
Em 2012, foram ao menos 24 chacinas (80 mortos) na Grande São Paulo, só uma esclarecida. E 2013 começou mal, com sete homens assassinados por um grupo de mascarados. Testemunhas dizem que os matadores anunciaram-se gritando "Polícia!".
Apenas policiais estão proibidos de socorrer. Eu posso. Você, leitor, pode. O dono da padaria pode. Mas, na periferia profunda da cidade, muitas vezes é apenas a PM que está lá para ajudar. E ela, agora, não pode mais. A mensagem que o governo dá é clara: a tropa está sob suspeita. Entrar em um carro da PM, sei lá... quem tem juízo não deveria fazê-lo.
Tem razão o deputado Olímpio Gomes (PDT), major da reserva da PM, ao dizer que, em vez de apertar os controles sobre a polícia, punindo os maus soldados, monitorando por áudio e vídeo a conduta deles (a tecnologia já permite inclusive acoplar uma microcâmera à boina do policial), o secretário optou por lançar a sombra da sus-peita sobre toda a corporação. A população perde. Mas, convenhamos, se é ele quem desconfia, quem sou eu para confiar? (* Folha de S.Paulo)
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