segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Sem saída de emergência, 90% das vítimas morreram asfixiadas

 incendio gde

Uma única porta, saída não sinalizada, escuridão, fumaça, falta de orientação e pânico aumentaram a tragédia ocorrida na madrugada de ontem (27) em uma casa noturna na cidade de Santa Maria (RS). De acordo com o Corpo de Bombeiros, os bloqueios no caminho fizeram com que 90% das 233 vítimas morressem por asfixia enquanto tentavam escapar. A análise foi feita após observarem-se o baixo número de corpos queimados, enquanto a maioria estava completamente coberta por fuligem.

O desastre aconteceu com a casa cheia. Por volta das 2h30, a banda Gurizada Fandangueira tocava no palco, durante a festa Aglomerados. O evento, organizado por alunos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) reunia cerca de duas mil pessoas, a maioria no primeiro ano de Tecnologia de Alimentos, Agronomia, Medicina Veterinária, Zootecnia, Tecnologia em Agronegócio ou Pedagogia.

Segundo testemunhas, durante o show, a banda usou um tipo de fogo de artifício conhecido como "sputnik" ou "chuva de prata". Uma fagulha entrou no sistema de exaustão e o fogo atingiu o teto do salão, baixo e feito de papelão e material de proteção acústica. As chamas se espalharam rapidamente. Testemunhas contam que o vocalista da banda, Marcelo de Jesus dos Santos, tentou, sem sucesso, apagar o incêndio com um extintor.

De acordo com o comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Sul, Guido Pedroso de Melo, o Plano de Prevenção de Combate a Incêndio da casa noturna estava vencido desde agosto, o que, somado com a ausência de uma saída de emergência, contribuiu para o alto número de óbitos.

À noite, um suposto comunicado atribuído à administração da boate, publicado no Facebook, comunicava "com pesar" o "acidente". Com erros de português, a nota informou que os administradores estão à disposição e que seus funcionários tinham a "mais alta qualificação técnica".

Com informações da Folha de S.Paulo.

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